Cadastro do projeto na PRPPG de número 1900000085

Nova Metodologia Para Obtenção de Titanatos de Potássio e Algumas Modificações

Aluno: Gustavo Odeone da Silva Cunha;

Orientadora: Profª. Drª Liliane Magalhães Nunes

Universidade Federal de Goiás – Instituto de Química

e-mail:lord_chemical@hotmail.com

e-mail: liliane@quimica.ufg.br

Resumo:

A metodologia convencional para obtenção de titanatos lamelares é conhecida como reação no estado sólido. Ela foi realizada utilizando quantidades estequiométricas do TiO2 e o carbonato do metal alcalino, aquecidos à temperatura de 800 ºC por 40 h. No processo Pechini, a reação ocorre entre o isopropóxido de titânio e carbonato do metal alcalino quelados pelo ácido cítrico, numa razão de 1/3 (mol/mol). Os citratos foram homogeneizados em etileno-glicol numa razão de 60/40 (m/m), seguido pela polimerização à 350ºC por 1 hora e calcinado em diferentes temperaturas. Os difratogramas de raios x obtidos via reação no estado sólido, apresentam os picos característicos da formação da fase desejada, caracterizando a formação da estrutura lamelar. O mesmo não acontece pelo método Pechini, independente da temperatura de calcinação, pois, além da fase desejada também é observada a formação de outras fases secundárias. Sendo assim, a primeira deve ser priorizada na obtenção desses titanatos. A matriz alcalina foi submetida ao processo de troca iônica para obtenção da matriz ácida. Obtida a matriz ácida, a mesma foi submetida à reação de intercalação com a espécie orgânica 3-aminopiridina. Os resultados das análises de infravermelho e difração de raios X, mostram a eficiência do processo.

Palavras chave:

Titanato, lamelares, Pechini, síntese

Introdução:

Uma nova metodologia para obtenção de titanatos lamelares é o ponto principal da pesquisa, além do estudo dos processos de intercalação e troca iônica, tendo em vista à avaliação da superfície lamelar deste material. As metodologias utilizadas para obtenção desses titanatos são as reações no estado sólido e precursor polimérico, sendo que a ultima foi inédita para compostos que possuem lamelas.

Material e método:

Reação no Estado Sólido: As matrizes alcalinas foram obtidas utilizando quantidades estequiométricas do óxido de titânio e o carbonato de potássio. A mistura estequiométrica foi aquecida em cadinho de platina à temperatura de 800 ºC por 20 h, onde em seguida foi triturada e novamente aquecida à mesma temperatura por mais 20 h.

Síntese da Matriz Ácida: Na obtenção da matriz ácida, H2Ti4O9, utilizou-se 2,0g do K2Ti4O9 obtido pela reação no estado sólido, colocando-se em contato com 20,0 mL de ácido clorídrico 3,0mol/L, sob agitação constante e temperatura de 60ºC por 6 dias. O pH da solução foi monitorado com o objetivo de manter o meio ácido. O sólido obtido foi separado por centrifugação e lavado com H2O destilada até pH entre 5,0-6,0 e seco a temperatura ambiente.

Processo de Intercalação: Após ter obtido a matriz ácida, foi realizada a reação de intercalação com a 3-aminopiridina. Neste processo foi colocado 1,0g da matriz ácida em contato com 50mL da solução 0,3mol/L de 3-aminopiridina, sob agitação durante 11 dias a uma temperatura de 60ºC. O sólido obtido foi separado por centrifugação e lavado com H2O destilada até pH 7,0 e seco a temperatura ambiente.

Resultados e discussões:

A Figura 1 representa os difratogramas do tetratitanato de potássio, K2Ti4O9, obtidos pelas

diferentes metodologias.


Figura 1. Difratograma de raios X dos tretatitanatos de potássio obtidos por: (a) estado sólido, (b) Pechini a 700 ºC, (c) Pechini a 900 ºC.

A Figura 2 ilustra os difratogramas de raios X para os hexatitanatos de potássio, K2Ti6O13, obtidos utilizando as diferentes metodologias. Figura 2 Difratograma de raios X dos hexatitanatos de potássio obtidos por: (a) estado sólido, (b) Pechini a 900ºC.

O difratograma de raios x apresentado na Figura 3 mostra a eficiência do processo utilizado, ocorrendo o aumento da distância interlamelar do material. Conforme picos observados em 2q = 9,86º, os quais correspondem as distâncias interlamelares de 8,9 e 9,01 Å, respectivamente.

Figura3. Difratograma de raios X da matriz ácida, H2Ti4O9.

A Figura 4 ilustra o difratograma de raios x referente à reação de intercalação da 3-aminopiridina na matriz ácida.

Figura 4. Difratograma de raios X da matriz ácida (a) e intercalada com 3-aminopiridina (b).

Conclusões:

De modo geral, a metodologia proposta por Pechini não foi eficiente na síntese dos titanatos lamelares. Como conseqüência disso, a avaliação dos processos de intercalação e da troca iônica em relação as diferentes metodologias torna-se impraticável, uma vez que os sólidos obtidos pelo método Pechini apresentam fases indesejáveis.

Referências Bibliográficas:

  1. Clearfield A., Inorganic Ion Exhange Materials, CRC Press, Boca Raton, Florida, 1982.
  2. Alberti G., Bein T., Eds., Comprehensive Supramolecular Chemistry, vol 7, 1st Ed., 1996.

Fonte de Financiamento:

CNPQ